Debates marcam segunda semana de campanha

Dois grandes debates marcaram a segunda semana de campanha de Nísia Trindade à Presidência da Fiocruz. Na manhã de segunda-feira, como parte de seu projeto de fazer uma gestão transparente, inclusiva e com a participação de todos, ela participou do primeiro debate virtual das campanhas eleitorais da Fundação, transmitido ao vivo pela Internet, pelo Facebook, e que teve a participação de uma intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A inovação permitiu a interação com trabalhadores, colaboradores e estudantes da Fiocruz e com a sociedade. E mostrou a utilidade e a importância do uso das redes sociais para aumentar a participação na instituição. O debate virtual alcançou mais de cinco mil visualizações e pelo menos 400 pessoas participaram, muitos enviando perguntas.

Em sua apresentação, Nísia lembrou que sua candidatura representa um movimento que tem uma história na Fiocruz e um projeto cujos valores fundamentais são o direito universal à saúde, a visão de que a ciência, a tecnologia, a inovação, a atenção, a promoção e a vigilância são componentes essenciais do trabalho e da missão da Fundação e a defesa do SUS. “São valores essenciais de uma instituição como a nossa e de um projeto de país mais solidário, mais justo e que trabalha a cooperação solidária em nível internacional”, disse. Além disso, ela reafirmou os pontos centrais de sua plataforma: atualização da política de ciência, tecnologia e inovação, com a valorização da pesquisa e a superação de pontos críticos, como a infraestrutura; a revisão dos editais para buscar se beneficiar das possibilidades criadas pelo novo Marco de Ciência e Tecnologia; ampliar a atuação nas áreas de atuação, promoção e vigilância, a partir da recente experiência com a epidemia de Zika, mantendo um gabinete permanente de crise e reforçando os laboratórios e serviços de referência; a democratização e a transparência dos processos decisórios; e a valorização do trabalho na Fiocruz e de todos os seus trabalhadores, incluindo a revisão de carreiras, políticas inclusivas, ambientes com mais qualidade e a visão de um trabalho digno em todos os ambientes.

Ao responder às perguntas, Nísia Trindade assumiu o compromisso de valorizar todas as carreiras da Fiocruz, continuando o trabalho que já vem sendo feito, e anunciou total atenção à carreira de pesquisa, porque considera que há um congelamento para os que chegam ao topo. Por isso, disse, é necessário pensar em avanços para esses profissionais. Mas ela deixou claro que pretende tratar todos os trabalhadores da Fiocruz, concursados e contratados com outros vínculos, da mesma maneira e com o mesmo respeito. Outra prioridade anunciada por Nísia foi com a modernização e melhoria da infraestrutura e na atualização dos equipamentos de tecnologia da informação, já que, lembrou ela, a produção de conhecimento e a política de dados abertos na pesquisa e na administração são características da Fiocruz. “Melhorar o alcance de nossa Internet e investir em redes wifi é fundamental para um projeto de saúde digital. É o momento de avançarmos numa agenda da TI para finalidades científicas, do uso do datacenter de forma coordenada, visando a política de dados abertos para a pesquisa e na administração, além de seu uso educacional”, disse Nísia, que encerrou o debate virtual destacando a importância da comunicação e das novas tecnologias para integrar toda a Fiocruz.

Nísia é aplaudida em Brasília

Na terça-feira, dia 11, Nísia participou de debate com os colegas da Direb, em Brasília, e foi aplaudida por um auditório lotado ao apresentar suas propostas, reafirmar os compromissos que têm pautado as administrações da Fiocruz e dizer que mudar é importante quando se tem clareza do que é preciso mudar e não quando se usa o discurso da mudança, como nas campanhas políticas, apenas como retórica. Ela ressaltou a importância de cumprir compromissos. “Compromissos não são chavões, são norteadores de uma plataforma de ação, que não deve apenas responder, de forma fragmentada, a pontos específicos de unidades, setores, agendas. Deve explicitar o norte político institucional, tanto na condução daquilo que a instituição pretende entregar para a sociedade como serviço quanto na forma de gerir internamente o orçamento, o trabalho, as agendas, a diversidade institucional”. Durante três horas, Nísia respondeu à perguntas sobre valorização de carreiras, projetos e dificuldades que a Fiocruz enfrentará nos próximos anos diante da conjuntura econômica e política, principalmente com a possibilidade de aprovação pelo Congresso da PEC 241, que congela por 20 anos os gastos do Estado brasileiro. Ela admitiu a gravidade do momento, mas lembrou que a Fundação já passou por situações difíceis antes, na época da ditadura militar e nos governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. E disse que aposta numa gestão com foco na efetividade, na criatividade e na solidariedade, em parcerias internas e externas, para enfrentar o cenário adverso. Um dos pontos altos do encontro, principalmente para os recém-chegados, foi a possibilidade de dialogar e esclarecer o processo de construção do papel e das perspectivas futuras para a Direb. Nísia enfatizou a importância estratégica da representação na capital federal, como pró-ativa, pautada na confiança e na competência técnico-científica e de gestão. “A Direb é uma unidade estratégica que cresceu em importância, inclusive na perspectiva da governança matricial e de maior interlocução, articulação e colaboração entre unidades, na perspectiva de uma Escola de Governo”, destacou a candidata.

Na quinta-feira, depois do feriado, Nísia foi a Rondônia. Durante a amanhã, ela apresentou suas propostas no Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) e na sede da Fiocruz Rondônia. No encontro com trabalhadores, ela apresentou sua carta-compromisso e destacou a importância do papel social da Fiocruz. Ao longo da conversa, a candidata reforçou a ideia de uma construção coletiva de unidade na Fiocruz, com a integração das várias instâncias de colaboradores da instituição. De volta ao Rio, Nísia dedicou a sexta-feira a visitas à Dirad e à Direh. Durante a manhã, ela conversou com os trabalhadores da primeira unidade e, à tarde, com os da outra. Os encontros serviram, principalmente, além de apresentar suas propostas e sua carta-compromisso, para a candidata conversar com os colegas e ouvir suas sugestões para a nova gestão, "foi um dia intenso de diálogo e reforçou minha aposta na construção coletiva da Plataforma de Gestão. Os pontos levantados pelos profissionais da Dirad e da Direh certamente estarão entre nossas prioridades, pois são unidades que trabalham para o conjunto da Fiocruz. Fortalece-las, portanto, representa fortalecer toda a instituição"afirma Nísia.