#Nisia2017 lota auditório da Associação Brasileira de Imprensa

O evento reuniu mais de 500 participantes no dia 21 de setembro

Mais de 500 pessoas lotaram o auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro, no pré- lançamento da candidatura de Nísia Trindade Lima. O evento, realizado no dia 21 de setembro, às 18h30, contou com a participação de trabalhadores e estudantes de quase todas as unidades da Fundação (Rio e unidades fora do Rio) e representantes de outras instituições (Abrasco, Anpocs, UFRJ, UERJ e MAST, entre outras). Juliano de Carvalho Lima, coordenador da campanha, fez a apresentação deste que foi o primeiro ato da candidatura, explicando que a escolha do local foi feita porque o evento não fez parte do calendário oficial da campanha. O evento contou com interprete de libras, garantindo acessibilidade, ponto importante da Nísia.

Ao dar início às atividades, Juliano fez questão de ressaltar que o número de presentes e a diversidade de suas origens simbolizavam a “Fiocruz Construção de Todos”. Em seguida, foi exibido o vídeo, apresentando brevemente a trajetória de Nísia e suas principais propostas, através de vários depoimentos entre eles o do pesquisador da ENSP e ex Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Após a projeção, a palavra foi aberta ao público.

O Presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, ressaltou a importância do encontro estar acontecendo em um local tão significativo para a história do país, palco de grandes lutas pela democracia e onde muitos momentos determinantes foram gestados. “Esse passo inicial, fundamental, decisivo, é dado com tanta alegria e, ao mesmo tempo, com o tom da responsabilidade. As questões que são colocadas como grandes desafios para um projeto de nação e de sociedade demandam que a Fiocruz se supere. Nísia nos dá tranquilidade, rigor acadêmico e intelectual, competência, a capacidade de ser grande na sua relação com os processos e ao lidar com as diferenças, além da serenidade e firmeza que são tão exigidas em momentos de crise”, afirmou.

Paulo Buss, Coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS) e ex presidente da Fiocruz, enfatizou a tradição da Fundação na liderança dos processos em prol da democracia e da defesa dos direitos. “Orgulho de ser Fiocruz’, pois sabemos de onde viemos!” exultou Buss. “Temos a tradição de responder ao Brasil quando o Brasil precisa, desde o início do século XX, quando nosso país era um grande hospital, como dizia Miguel Pereira. Estamos entrando em um momento extremamente difícil, talvez o mais difícil desde a redemocratização. Precisamos de uma presidente que saiba negociar, que represente o nosso coração e nossas mentes com coragem, força e argumentos”.

A Diretora do Centro de Pesquisa Renê Rachou (Fiocruz Minas), Zélia Profeta da Luz, representou as unidades regionais da Fundação durante o evento e trouxe uma carta de apoio construída coletivamente e assinada por 237 servidores. “Neste momento de crise econômica e política, precisamos reforçar o papel da Fiocruz na defesa do SUS, da ciência e da tecnologia. Estamos com você, reforçamos a sua candidatura e o projeto institucional da Fiocruz”, concluiu Zélia.

Umberto Trigueiros, Diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT), destacou a trajetória de Nísia na construção em parceria com grandes coletivos apontando as políticas da Fundação para o acesso livre e a comunicação como exemplos. “A ousadia é uma característica feminina”, afirmou. “Este é um começo extraordinário. Nísia é doce, firme e tem posicionamento claro, conhece muito a Fiocruz, tem uma produção científica reconhecida. Ela reúne as condições pessoais, profissionais e acadêmicas para liderar a Fiocruz”.

“’Construção de todos’ não se refere apenas aos servidores da Fiocruz, se refere também ao papel da nossa Instituição na sociedade”, explicou Nísia logo no início da apresentação da candidatura. “Precisamos pensar juntos um projeto que é de ciência e de saúde, mas que fundamentalmente é de cidadania, numa visão dos direitos universais à saúde e à educação. Estou a serviço desse projeto e é fundamental a participação de todos. A Fiocruz é um orgulho para o país. Nesse momento de tantas dificuldades, de apreensão com a democracia, com o futuro, a nossa responsabilidade fica maior”, concluiu.